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Silvia Malamud

Quero me separar de um Narcisista Perverso

 

 

 

Recado para aqueles que estão pensando em se separar de um Narcisista Perverso
Primeiro, um pequeno lembrete sobre como eles funcionam:

Não os subestime. São altamente desenvolvidos no aspecto da inteligência que os fazem ser quase imbatíveis quando desejam alcançar os seus intentos. Como geralmente encontram-se inseridos em algum lugar, como no trabalho, socialmente, ou no grupo familiar, abusam de suas capacidades de manipular, buscando convencer a todos sobre qual assunto quiserem; por isso mesmo, atenção redobrada ao decidir se separar. Incansavelmente tentarão ludibriar as pessoas ao seu redor com as suas encantadoras conversas melodramáticas, dando detalhes sobre o quanto você é mal agradecida ou emocionalmente desequilibrada. São nessas horas que esses mestres da teatralização, de modo articulado e encantador, deitarão e rolarão em cima dos desavisados, podendo mentir, acusar e distorcer os fatos a fim de obterem um olhar de benevolência em relação a eles e contra você.

Narcisistas perversos jamais se percebem errados, mas injustiçados, sendo que isso piora sobremaneira quando existe a ameaça da separação. Ficam extremamente enfurecidos evidenciando o quanto estão determinados a ter a razão a qualquer custo e suas atitudes literalmente irão mostrar que o fim justifica os meios.

Se você despertou, tem consciência de que está passando por um relacionamento com um narcisista perverso e escolheu cair fora desse ciclo tóxico, a primeira dica é a de manter-se em silêncio até que a sua decisão esteja nas mãos de seus advogados ou que tenha uma estratégia bem concreta para que este movimento de ruptura efetivamente aconteça. Jamais cogite ter uma conversa amigável com ele imaginando que isso poderia facilitar o seu caminho. Ele não é seu amigo.

Tenha em mente que tanto homens, como mulheres perversas, ao serem desmascarados, mais do que nunca irão jogar pesado.

Lembrando que todo cuidado é pouco, posto que, como característica patológica deste tipo de personalidade, a compreensão, o respeito e a capacidade de empatia para com o outro são nulos. Além de tudo, como a maioria não possui remorso, qualquer reflexão sobre o que aconteceu ou esta acontecendo é praticamente impossível de ocorrer, com isso, tentam convencer a todos que são eles os que foram maltratados e incompreendidos.

Na hora da separação é onde a trama realmente pode pesar. Se você acha que já sofreu demais, é nesse derradeiro momento que terá de estar totalmente lúcida e fortalecida para não cair nas possíveis armações. Todas visarão a princípio, a sua desmoralização na intenção de recolocá-la de volta num cárcere onde há muito pouco tempo você esteve presa. Porém, quando o predador percebe que não tem mais chance é quando a situação num primeiro momento, parece piorar, pois a sede de vingança os enlouquece mais ainda. Já ouvi casos onde as vítimas foram tão verbalmente agredidas e acuadas que quase perderam a cabeça beirando passarem por atitudes reativas, já esperadas pelo predador, a fim de que ele pudesse ir na delegacia dar queixa. Como resultado dessa terrível façanha, aconteceria o afastamento da casa, dos filhos ou do quer que seja, sob s alegação de violência.

Outra faceta da manobra vingativa costuma ocorrer quando o narcisista perverso, mais uma vez tenta manipular a percepção vitima inventando verdades a ponto de incita-la a perder totalmente o seu controle emocional. A expectativa é de que com isso, ele terá argumentos para acusa-la de insanidade mostrando evidencias de como ela esta severamente perturbada passando por problemas psicológicos sérios. 

Se você já se encontra totalmente lúcida, a melhor coisa que tem a fazer é se fingir de morta, ou seja, deixar que ele fale o que quiser, afinal, a essa altura você deverá ter clareza de que ele é apenas um filme antigo que passou em sua vida. Se acaso tentar difamá-la, fique firme e diga que a realidade irá confirmar os fatos e tenha em mente que mesmo que se por acaso nada se confirme, que nem isso importa mais do que você poder seguir em frente retomando o seu bem maior, que é a sua própria vida. 

Viva a alegria por ter consciência de que você se libertou deste pesadelo, que está se ganhando de volta e que não faz mais parte dessa história macabra, portanto, a única coisa que você ainda pode fazer enquanto ainda não saiu totalmente deste campo é apenas assistir o filme desse outro girar, sem nunca mais precisar participar.

A sua maior proteção é a incorruptibilidade que o seu estado de lucidez lhe promove. Este é o seu presente sagrado.

Quanto mais despertos, melhor! E viva a vida!
Silvia Malamud​
Psicóloga EMDR/Brainspotting
Autora do livro: Sequestradores de Almas, sobre abuso emocional.
vendas pelo email: Malamud.silvia@gmail.com

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O que acontece quando você perde a razão para um Narcisista Perverso?

Uma das maiores vantagens que os narcisistas perversos podem ter sobre as pessoas que estão à sua volta ocorre quando conseguem fazê-las perderem a razão.

As reações desmedidas das vítimas envolvidas nas teias de tais abusadores costumam ocorrer nos derradeiros momentos em que se veem em desespero maior por conta de não serem vistas ou ouvidas e, também, pelo acuamento coercitivo que passam na intenção de fazerem-nas aceitar de modo cego, situações das mais incoerentes e bizarras de desrespeito.

O pior momento, porém, ocorre quando além de tudo isso, tais personagens deste macabro cenário, insistem em negar, distorcendo todas as percepções que as vítimas possam ter, acusando-as de várias maneiras pelos infortúnios que estariam causando.

Obviamente que tais infortúnios nada mais são do que invenções manipulativas criadas com o intuito de invalidar qualquer forma de existência que não seja a deles. Só eles e apenas eles podem brilhar e enquanto estiverem como dominantes em seus reinados, esta será a lei soberana.

Como resposta, quando ainda estão envolvidas, para não se deprimirem por demais e em nome de não se sentirem enlouquecendo, muitas vezes, as vítimas reagem de modo bastante intenso chegando, pelo desespero, a brigar. Partem, portanto, quando ainda têm forças, para essas medidas drásticas de ação, que infelizmente no final das contas apenas depõem mais ainda contra a legitimidade de suas próprias percepções, pois para o deleite de tais abusadores, essas atitudes acabam sendo denunciadas por eles mesmos como uma forma de loucura e descompensação, e não perderão um segundo sequer para usarem estes episódios no intuito de as difamarem no pior sentido. Nestes casos, mais do que em qualquer outro, atitudes descontroladas funcionam como excelentes ferramentas para que narcisistas perversos desviem a atenção de algo real e legítimo no qual as vítimas exaustivamente estão tentando se defender e se explicar.

Em grande parte das situações, narcisistas malignos permanecem irredutíveis impondo suas incessantes críticas sobre o quanto não se é bom o suficiente para com eles, o quanto que ele não foi ou está sendo enaltecido como imagina merecer e, também, nas situações em que não se fica cego acolhendo suas mentiras grandiosas e desejos desmedidos e, para finalizar, ainda desqualificam tudo o que pode significar ser um outro ao lado deles.

Na teoria impositiva do narcisista perverso, nada é mais lógico que as pessoas envolvidas com eles tenham que passar por cima de si mesmas em nome de atendê-los em suas infinitas demandas de magnanimidade, afinal, este tipo psicológico tem absoluta certeza de que é o ser mais especial do universo e qualquer um que entrar neste conto, fará parte de um único espetáculo, o dele.
As manipulações, na maioria das vezes, vêm em um grau de sofisticação tão elaborado que as próprias vítimas, depois da confusão ocasionada, mesmo quando indignadas de início, ainda passam por uma lavagem cerebral de sucesso, porque os abusadores têm a proeza de conseguir fazer com que as mesmas se percam do sentido de realidade, ao ponto de que juntamente com eles, mudem o foco do motivo que as enlouqueceram, insanamente culpando-se pelas ações de desespero. Momentaneamente, essas vítimas tiveram reações de sobrevivência que resultaram em explosões emocionais e por conta disso acabam ficando como as loucas da história.


O assunto é tão sério, tão delicado e tão sutil que vale muito a pena ser exemplificado para que fique claro para todos os envolvidos, como também para que as pessoas desavisadas saibam o que existe por aí e que está bem mais próximo de todos do que se pode suspeitar.

O mais dramático é quando até o descontrole emocional não mais acontece como um mecanismo de sobrevivência e de defesa pessoal, nessas ocasiões, muitas das vítimas, inclusive chegam a acreditar que são as responsáveis pelas acusações sofridas. Estas já se encontram em um estado tão alterado de percepção que não tem noção de mais nada além de aceitar cegamente as ditaduras e crenças impostas pelos abusadores. Um momento extremamente perigoso, porque é quando o ser humano desiste de si mesmo.

A maioria das vítimas necessita de muita ajuda terapêutica para que possam saber diferenciar o joio do trigo. Como o tema sobre narcisismo perverso e abuso emocional vem sendo bastante difundido ultimamente, por mais incrível que possa parecer, está se tornando cada vez mais frequente receber em meu consultório pessoas que são acusadas de serem os abusadores e que, na verdade, são as que estão anos a fio sendo abusadas, mas que ainda não têm capacidade para discernir o que de fato está ocorrendo em suas vidas. Estas literalmente estão morando com o perigo e não sabem. Chegam no consultório deprimidas, exaustas e querendo ser melhores para os parceiros, infelizmente algo que dificilmente conseguirão neste tipo de dinâmica adoecida. Abusadores precisam de pessoas emocionalmente insanas ao seu lado para que possam contar a si mesmos o quanto que são bons, bacanas e importantes, uma tentativa totalmente inconsciente e enlouquecida que busca mascarar esse fundo falso e vazio que todos eles têm dentro de si. Freneticamente precisam ter uma identidade e acham que negando o outro e tendo tudo para si mesmos de modo egoístico serão alguém. Ledo engano.
Quanto mais despertos, melhor!

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Lavagem cerebral em relacionamentos abusivos

Ao longo das nossas histórias, a maioria de nós, passivamente e sem questionamento algum, se quer desconfia de que o modo como sente ou pensa pode ter sido totalmente alterado por outros sistemas de valores e de crenças muito diferentes do que poderíamos ser.

Mais do que se imagina, inúmeras pessoas ao longo de suas vidas são submetidas às potentes forças de persuasão e coerção, nem sempre as identificando como tais. Correm o risco de esquecerem-se por completo de quem um dia já foram, sem sequer suspeitarem do quanto passaram a viver como autômatos.

Existe uma metodologia chamada de “Lavagem Cerebral” que faz uma espécie de doutrinação cega no pensamento e no modo de ser das pessoas, reeducando-as para que funcionem de acordo com o que se espera que sejam. Para que esse intento se realize com sucesso, métodos agressivos como persuasão, imposição autoritária, inserção de culpas, cansaço e outros da mesma ordem costumam servir como regras básicas a serem aplicadas sobre as vítimas.

Com os avanços das condutas de tortura mental, automaticamente essas pessoas vão sendo inseridas em situações de clausura, posto que com o tempo, não mais conseguem viver a própria vida distantes dos abusos. Permanecem numa espécie de torpor psicológico que as impedem de ver com clareza onde e como estão.

Acabam se convencendo de que não vão dar conta de terem vida própria, com pensamentos livres e independentes. São induzidas a pensar que não serão capazes de se autogerenciarem sem os tais “tutores abusadores”. Nessa etapa, a confusão perceptiva já está feita e a lavagem cerebral totalmente realizada. Chamo isso de fase final do ser humano, quando ele, mesmo que não saiba, desistiu de si mesmo. Continue Lendo

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O que é e como identificar o egoísmo nas relações abusivas

A manipulação perversa é uma das mais potentes armas de abuso emocional, de poder sobre o outro e de demonstração de tudo que não é amor. Em suas ações, abusadores perversos habilmente agem em meio à abordagens coercitivas que visam à inserção de sentimentos de culpas, ameaças de retaliação, exclusão, separatividade, corte afetivo e exílio de tudo o que pode fazer parte do ambiente relacional da pessoa alvo. O objetivo, portanto, não é apenas a conquista da total submissão do outro, mas também o seu aniquilamento. 

Por que agem assim?

Pelo adoecimento psicológico, muitas desses manipuladores funcionam como uma espécie de “saco sem fundos ambulante”, configuram-se como eternos desejantes querendo absolutamente tudo para si mesmos, como se o mundo estivesse lhes devendo algo que jamais pode ser preenchido, tornando-os cada vez mais insaciáveis. 

Como nunca se dão por satisfeitos, imaginam-se no direito de que a tudo podem possuir. Suas atitudes são exemplos exatos de tudo o que pode significar a palavra egoísmo. Em suas fúrias de voracidade, alucinadamente e em meio a mil e uma estratégias de condutas, seguem conquistando aquilo que vão almejando pelo caminho. O paradoxo é que no final de cada posse, ainda permanecem insatisfeitos na sensação de que o adquirido é efêmero. Navegam, portanto, em meio a um pseudo prazer que tem apenas a duração de um um imperceptível segundo.  Continue Lendo

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Está duvidando de você mesmo em um relacionamento? Cuidado! Você pode ser manipulado

Uma das armas mais conhecidas na atualidade como ferramenta macabra de abusadores psicológicos fazem uso é o chamado Gaslighting. O termo é utilizado para evidenciar uma ardilosa forma de abuso psicológico em que informações são distorcidas ou seletivamente omitidas, no intuito de favorecer o abusador com intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade.

A peça teatral Gas Light de 1938 e suas adaptações para o cinema, lançadas em 1940 e 1944, motivaram a origem do termo por causa da manipulação psicológica sistemática utilizada pelo personagem principal contra uma vítima. O enredo diz respeito a um marido que tenta convencer sua esposa e outras pessoas de que ela é louca, manipulando pequenos elementos de seu ambiente e, posteriormente, insistindo que ela está errada ou que se lembra de coisas incorretamente quando ela aponta tais mudanças.

O título original decorre do escurecimento das luzes alimentadas por gás na casa do casal, que ocorreu quando o marido estava usando as luzes no sótão, enquanto buscava um tesouro escondido. A esposa percebe com precisão o escurecimento das luzes e discute o fenômeno, mas o marido insiste que ela está apenas imaginando uma mudança no nível de iluminação. O termo “Gaslighting” é utilizado desde 1960 para descrever a manipulação do sentido de realidade de alguém. 

Hoje em dia, cada vez mais psicólogos estão entendendo a amplitude deste tipo de manipulação perversa e, mais ainda, conseguem perceber que muito do que os pacientes passam na atualidade. Não vêm só seus mundos internos como anteriormente era observado. Situações externas, sequenciais e adversas dessa ordem existem e podem ser devastadoras na vida das pessoas.

Mesmo o que fizeram as vítimas atrair esses tipos de abusadores ainda é uma questão extremamente delicada de se lidar e tratar. Tais abusadores são extremamente ardilosos, configuram-se no espectro de narcisistas perversos/psicopatas e, sim, podem mirar em pessoas totalmente desavisadas e sem qualquer tendência interna para passar por tal envolvimento predador.

Nesse tipo de relacionamento, em que o gaslighting prevalece, as informações acerca da realidade são escondidas e em troca disso, apenas o que é falso, é o que se oferece às vitimas. O dano emocional ocorre quando as mesmas, gradativamente, vão se tornando ansiosas, confusas e menos capazes de confiar em suas próprias memórias e percepções. Continue Lendo

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